Resenha

Resenha Do Filme || Verónica

Olá Nossos Devanienses (E Querido Filme)!

 

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Há crianças que começam a ter responsabilidades muito cedo e sonham com um pouco de descontração.

Uns momentos da chamada rebeldia faz parte e, por vezes, sabe bem. Escondem-se segredos que não se contam a mim, a ti, nem a nós. Coisas estranhas começam a acontecer desde que as adolescentes em número impar jogam o tão famoso jogo do copo. Coisas estranhas essas que estranham, mas ninguém quer saber o motivo. Assim é mais fácil.

 

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A que parece mais afectada é Verónica. A miúda de quinze anos que nunca menstruou. Aquela miúda que a freira-enfermeira suspeita que é diabética. Um freira cega. Será que esta cega mulher não vê? Porquê que ela, apesar de cega, olha tão fixamente para Verónica após a brincadeira de mau gosto?

Até Verónica acha estranho algumas coisas, mas ela tem tanto com se preocupar que, simplesmente, só dá o valor do momento. Simplesmente, nem tempo para si própria tem. Para entender o que se passa com ela. Tem de tomar conta de três Irmãos mais Novos. Isso sim. Apesar dos disparates que nem dá valor (Jogo do Copo). Porque para ela foi só isso: Um jogo que mal jogou, porque, supostamente, desmaiou.

 

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Desmaio esse que a Freira-Enfermeira acha que são diabetes ou “alguma defeciência de ferro”, simplesmente, aconselha a comer carne vermelha e descansar. Está bom. Não preocupa mais.

Fenómenos paranormais começam a acontecer e Verónica acha que são disparates das Irmãs. Isso é mais fácil. Dá menos medo. Dá menos em que pensar. Só se tem medo do que se sabe. Inventar desculpas para não se saber é mais fácil a curto prazo.

 

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A Freira cega que olha directamente para o Eclipes, enquanto as três jovens jogam ao Jogo do Copo. Após, olha fixamente, apesar de ser cega, para a que foi mais afectava directamente. Será uma maneira de confundir ou arrepiar o espectador? Uma pessoa cega não tem as atitudes desta freira. E todas atitudes dela não são por acaso. A Freira quase que tira o protagonismo.

A Enfermeira K, a tão querida Enfermeira K, viu o filme primeiro do que eu e a Francisca, e adorou. Acha que vale a pena ver, só acha pena o idioma e que se fosse feito por americanos estava excelente. Nós não tivemos esse problema, a Netflix, deu a opção dublado. Não é que seja a melhor opção, mas é uma opção.

 

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Foi considerado pelo site Tá Fixe como o filme de terror mais assustador na Netflix. Verónica fica estranha. Deixa de ser aos poucos a doce Irmã mais Velha. Não é por acaso. Ninguém quer saber nem do acaso. Só quando coisas mais graves acontecem. E só quando, neste caso, assustam. Até lá consideram uma fase ou até mesmo diabetes.

É filme que arrepia por parecer tão real. Hoje em dia, pequenas coisas são desvalorizadas. Principalmente, neste campo desconhecido.

A televisão que se liga sozinha (Como no filme “The Ring”). O depertador que toca do nada. A luz que pisca (Na Série “Subnatural” era sinal que uma alma se encontrava ali). E as personagens vão desvalorizando (também por conta da idade), o que vai aumentando a tensão e os arrepios dos espectadores. Principalmente daqueles que dizem que vai correr mal. Porque é isso que vai acontecer: vai correr tudo muito mal. Era suposto, não era?

Os filmes ditos de terror e até os que são mesmo de terror têm obrigatoriamente de correr mal para as personagens envolvidas ou para algumas delas.

Suspeitas e mais suspeitas só para alimentarem a tensão. Porque nós só queremos respostas que conhecemos. É mais fácil dizer “Foste tu que ligaste a televisão só para me assustares, porque tinha o teu brinquedo perto dela.” do que “Algo de muito errado está a acontecer e eu não estou a saber lidar.”. A toda a gente ou quase toda a gente acontece isto. É natural. É dessa naturalidade que vêm a tensão do espectador e até o medo. Vamos admitir algo que nos vai fazer sentir medo? Nós temos medo do desconhecido, é natural. A parte do subnatural ainda não está bem clarificada. Dai ser normal ser descartada.

 

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O Irmão mais Novo começa a dizer coisas que Verónica não quer compreender. Ele diz que não foi ela que colocou a àgua mais quente. Ela fica chocada com o que ouve e pede para repetir. Não está pronta para verdade. Se não foi ela, nem foi ele. Quem foi? Ele simplesmente diz que não voltará a fazer chichi na cama. Verónica desvaloriza. Prefere pensar que ouviu mal. Que o Irmão estava a fazer mais uma vez a sua promessa.

Quase ninguém está preparado, conscientemente, para o desconhecido. É mais fácil não acreditar do que valorizar.

 

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Todo o filme é recheado de pormenores. É um filme que merece atenção. É filme que merece ser visto com olhos de ver. Nada é à toa e nada é deixado ao acaso. Alimenta o espectador mais atento. É um filme que pede foco. Não é para ser visto como se um romancezinho de quinta categoria se tratasse. Metade do impacto psicológico está nos pormenores que o próprio filme oferece.

Um filme muito bem trabalhado que merece todo o mérito.

Todos sabemos que quando chamamos por alguém, vivo ou morto, não é só esse alguém que nos vai ouvir. Sabemos disso muito bem. Mesmo assim, desafiamos. Preferimos pensar que só esse alguém nos ouve. Como a Freira Cega diz “Não importa com quem quer falar, mas sim com quem fala.”.

O clima de terror é partilhado durante todo o filme. Não é à toa que Verónica tem um pesadelo tão forte na noite da Sexta-feira treze. Treze de Junho de mil novecentos e noventa e um.

“Ninguém escapa das consequências por ultrapassarem os limites do real e da fantasia.”, diz uma freira numa das suas aulas. Nem esta frase é por acaso.

 

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Verónica volta onde jogou para obter respostas. Respostas essas que tem todos os dias através dos acontecimentos paranormais que lhe têm acontecido. Não é essa a resposta que ela quer. Quer algo que para ela seja mais claro e sem dar medo.

A Freira cega e fumante pergunta, em modo de oferta, se Verónica fuma. Ela diz que não. Ao que a Freira cega responde “Ainda bem.”. A Freira que só é cega dos olhos afirma que nem sempre é preciso olhos para ver.

 

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Quanto mais se quer proteger os outros, menos nos protegemos a nós mesmos. Há coisas difíceis de acreditar. Verónica só queria falar com Pai. Para os mais racionais é pedir muito.

A Freira Cega cega-se a si própria para descobrir que não é preciso olhos para ver. Não se pode meter Deus nisto. Só se precisa de fazer bem o que se fez mal. A resposta, segundo a Freira Cega, está nos livros. “Aquele que não se despede, ficará consigo.”, diz o livro.

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O Detective responsável faz o relatório do dia quinze de Junho de mil novecentos e noventa e um.

Achamos o filme formidável. Cada pormenor chama a atenção de forma inteligente. Sem sustos gratuitos. Quem sabe, até se torne um clássico.

Beijinhos

 

 

 

 

 

 

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